ENSINO DAS C&T


Os estudantes da disciplina de Instrumentação III, UFCG-Cuité, período letivo 2016.2, fazendo demonstrações eletromagnetismo com Kits construído por eles com a ajuda do professor Rafael Rodrigues. No laboratório didático da UFCG os estudantes utilizam kits mais sofisticados adquiridos pela coordenação do curso de Física do Centro de Educação e Saúde (CES) da UFCG, campus Cuité, em parceria com o MEC. No laboratório, os estudantes ao realizar as experiências tem a ajuda de um técnico e o professor da disciplina.

Veja a apresentação da turma de  Instrumentação III, com material de baixo custo, nesta quarta-feira,30 de março,à tarde, penúltima semana de aula do período letivo 2016.2  da UFCG.





Aula de instrumentação com o professor Rafael: teoria e a prática fazendo parte de um todo.



Link para ver a postagem completa


ATIVIDADES DE LEI DE GAUSS, POTENCIAL ELÉTRICO E CAPACITORES DA DISCIPLINA DE INSTRUMENTAÇÃO III DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA DE CUITÉ, 2016.2


Na disciplina de Física experimental III, os conteúdos são os mesmos, a diferença é que no laboratório didático da UFCG os estudantes utilizam kits mais sofisticados adquiridos pela coordenação do curso de Física do Centro de Educação e Saúde (CES) da UFCG, campus Cuité, em parceria com o MEC. No laboratório, os estudantes ao realizar as experiências tem a ajuda de um técnico e o professor da disciplina. 
O professor  Rafael disponibiliza  neste blog ciências e educação, as atividades propostas em sala de aula, refrentes aos conceitos de Lei de Gaus, trabalho eletrostático, potencial elétrico e capacitância do capacitor, nesta sexta-feira, 8 de dezembro.

Os estudantes da disciplina de Instrumentação III, UFCG-Cuité, período letivo 2016.2, estão preparando material didático e Kits construído por eles com a ajuda do professor Rafael Rodrigues. 

Aprenda colocar uma figura usando o Latex

Para adicionar uma figura devemos usar o seguinte comando macro do Latex

\usepackage{epsfig}

Em seguida escolher a figura e colocar onde você quer que apareça. Por exemplo, na LIsta 3, no final desta postagem, coloquei na questão 10:

\begin{figure}[h]
\centering \epsfig{file=Fig1Cap.eps,width=8cm,height=6cm,angle=-360}
\end{figure}

O arquivo com a figura Fig1Cap.eps, deve está na mesma pasta do arquivo com o texto da lista 3.

\documentclass[preprint,aps]{revtex4}
\usepackage{epsfig}
\begin{document}

\noindent{\bf INSTRUMENTA\c{C}\~AO III - LISTA IV}

\noindent{CURSO DE LICENCIATURA EM F\'ISICA-UAE-CES-UFCG}

\noindent{Prof. Rafael de Lima Rodrigues. PER\'IODO 2016.2.}

\noindent{\bf Aluno(a):\hrulefill Data: 01-12-2016.}


\vspace{1.0cm}

\centerline{POTENCIAL EL\'ETRICO E CAPACITORES}


\vspace{0.5cm}

\noindent 1) Escrever a rela\c{c}\~ao (equa\c{c}\~ao) entre os vetores deslocamento
el\'etrico ($\vec D=k\vec E$, onde $k=1+\chi\epsilon_0>1$ meio diel\'etrico e $k=1$
meio n\~ao diel\'etrico), vetor campo el\'etrico ($\vec E$) e o
vetor de polariza\c{c}\~ao el\'etrica ($\vec P=\chi\epsilon_0\vec
E$,) onde $\chi$ \'e uma constante num\'erica carcter\'\i stica do
material, chamada de susceptibilidade diel\'etrica. Quando ocorre os
efeitos n\~ao lineares a suscepitibilidade depende de termos $E^2,
E^3$, etc. No caso linear ela depende somente da intensidade do campo el\'etrico
$E$. 

\vspace{0.5cm}

 \noindent 2) Pode-se produzir uma carga de $10^{-8}C,$ simplesmente
 por atrito. A que potencial essa carga elevaria uma esfera com raio
 de 10$cm?$
Leia mais

http://rafaelrag.blogspot.com.br/2016/12/atividades-de-potencial-eletrico-e.html



Teoria e Prática da Lei de Faraday da Indução Eletromagnética na disciplina de Isntrumentação III da UFCG, campus Cuité

A teoria e prática é a meta das disciplinas de Instrumentação  do curso de Licenciatura em Física da UFCG, campus Cuité. Utilizando material de baixo custo os estudantes da disciplina de Instrumentação III montam os kits sob a orientação do professor Rafael Rodrigues. Nesta aula, vemos a construção de kits de circuitos com associações em série e paralelo, eletroimã, motor elétrico e a  explicação da Lei de Faraday no nível universitário e no nível do ensino médio.

Professor Rafael Explicando a lei de Faraday Estudante Valdilson fazendo medidas de corrente e voltagem e demonstrando o funcionamento de seus kits





Professor Rafael Ministrou uma Aula de Introdução ao Latex, na UFCG, campus Cuité

O professor Rafael Rodrigues ministrou uma aula sobre uma introdução ao Latex com ênfase em texto de Física com equações e gráficos. Participaram alguns estudantes das disciplinas de instrumentação I e III.

Segue um texo com alguns comandos do Latex, editado com o editor Bakina.

\documentclass[preprint,aps]{revtex4}
\usepackage{epsfig}
\begin{document}
\noindent{\bf CES-UFCG- Licenciatura em F\'\i sica. INSTRUMENTA\c{C}\~AO III-LISTA II.}

\noindent{Pofessor: Rafael de Lima Rodrigues \hrulefill  PER\'IODO 2016.2}


\noindent{Aluno(a): \hrulefill Aten\c{c}\~ao entregar no dia 23-11-2016.}

\vspace{0.5cm}

\centerline{CAMPO EL\'ETRICO-RESOLVER APENAS 10 QUEST\~OES}

\vspace{0.5cm}

\noindent 1) Tr\^es bolas met\'alicas podem ser carregadas
eletricamente. Observa-se que cada uma das tr\^es bolas atrai cada
uma das outras duas. Tr\^es hip\'oteses s\~ao apresentadas: I - duas
das bolas est\~ao carregadas; II - apenas uma das bolas est\'a
carregada; III - as tr\^es bolas est\~ao carregadas.
O fen\^omeno pode ser explicado: a) somente pela hip\'otese I; b)
somente pela hip\'otese II; c) somente pela hip\'otese III; d)
somente pelas hip\'oteses II ou III; e) somente pelas hip\'oteses I
ou II.

\vspace{0.5cm}

\noindent 2) Uma esfera met\'alica neutra encontra-se sobre um
suporte isolante e dela se aproxima um bast\~ao eletrizado,
carregado positivamente. Mant\'em-se o bast\~ao pr\'oximo da esfera,
que \'e ent\~ao ligada \`a terra por um fio
met\'alico. Em seguida, retira-se o bast\~ao, e depois o fio.\\
a) A esfera ficar\'a carregada positivamente, pois os el\'etrons que
ela possui escoam para a terra, s\'o restando cargas positivas. b) A
esfera ficar\'a carregada negativamente porque os el\'etrons s\~ao
repelidos para a terra, mas algumas permanecem na esfera. c) A
esfera ficar\'a carregada negativamente, porque fluem da terra para
a esfera el\'etrons que equilibram as cargas positivas. d) A esfera
ficar\'a caregada positivamente, porque as cargas negativas se movem
com velocidade muito maior que as positivas. e) A esfera
continuar\'a neutra.
\vspace{0.5cm}

\noindent 3) Assinale a afirmativa falsa dentre as seguintes,
relativas a um campo el\'etrico: a) A intensidade de campo
el\'etrico \'e um vetor. b) Diz-se que numa regi\~ao do espa\c{c}o
existe um campo el\'etrico, quando uma carga el\'etrica, colocada
nessa regi\~ao, fica sujeita a uma for\c{c}a el\'etrica. c) Uma
unidade de intensidade do campo el\'etrico \'e a rela\c{c}\~ao de
uma for\c{c}a de 1 Newton sobre uma carga de 1 Coulomb. d) A
intensidade de campo el\'etrico em um ponto \'e numericamente igual
\`a for\c{c}a exercida sobre uma carga positiva colocada neste
ponto. e) A for\c{c}a exercida sobre uma carga el\'etrica colocada
em um campo el\'etrico uniforme \'e igual ao produto da intensidade
do campo pela carga.

Leia mais
http://rafaelrag.blogspot.com.br/2016/11/professor-rafael-ministrou-uma-aula-de.html
ESTUDANTES DA DISCIPLINA DE INSTRUMENTAÇÃO III DO CURSO DE LICENCIATURA EM FÍSICA DE CUITÉ, 2016.2, TURNO TARDE



Os estudantes da disciplina de Instrumentação III, UFCG-Cuité, período letivo 2016.2, preparando material didático e Kits construído por eles com a ajuda do professor Rafael Rodrigues. Na primeira aula foi feito uma introdução aos conceitos de Eletricidade, conservação da carga elétrica, quantização, processos de eltrização, eletroscópio de duas folhas, lei de Coulomb, equação da força elétrica de atração e repulsão. 


Na  aula desta quarta-feira, 9, vereamos os conceitos de campo elétrico.

Na disciplina de Física experimental III, os conteúdos são os mesmos, a diferença é que no laboratório didático da UFCG os estudantes utilizam kits mais sofisticados adquiridos pela coordenação do curso de Física do Centro de Educação e Saúde (CES) da UFCG, campus Cuité, em parceria com o MEC. No laboratório, os estudantes ao realizar as experiências tem a ajuda de um técnico e o professor da disciplina. O professor  Rafael disponibilizará as notas de aula em Latex, a partir de amanhã neste blog ciências e educação
Leia mais
http://rafaelrag.blogspot.com.br/2016/11/estudantes-da-disciplina-de.html#more


ESTUDANTES DA DISCIPLINA DE INSTRUMENTAÇÃO I DO CURSO DE FÍSICA DE CUITÉ, 2015.2, TURNO MANHÃ

Os estudantes da disciplina de Instrumentação I, UFCG-Cuité, período letivo 2015.2, preparando material didático e Kits construído por eles com a ajuda do professor Rafael Rodrigues. Parte dos conteúdos são os seguintes: posição, velocidade, aceleração, forças constantes e Leis de Newton. Na disciplina de Física experimental I, os conteúdos são os mesmos, a diferença é que no laboratório didático  da UFCG os estudantes utilizam kits mais sofisticados adquiridos pela coordenação do curso de Física do  Centro de Educação e Saúde (CES) da UFCG, campus Cuité, em parceria com o MEC. No laboratório, os estudantes ao realizar as experiências  tem a ajuda de um técnico e o professor da disciplina. 
A equipe coordenada pelo professor Rafael Rodrigues é composta pelos estudantes da disciplina de Instrumentação I do curso de Física de Cuité, em ambos turnos manhã e noite.   Vídeo com a explicação do professor Rafael.




Link:
http://rafaelrag.blogspot.com.br/2016/05/estudantes-da-disciplina-de.html

ENSINO DE CIÊNCIA: É UM SABER MUTANTE, O QUE FOR VERDADE HOJE PODERÁ NÃO SER AMANHÃ. A TEORIA E A PRÁTICA DEVEM FAZER PARTE DE UM TODO.

ENSINAR CIÊNCIAS NÃO É PARA SEMPRE?
por Andrea Barreto

Tenho aproveitado as Férias para por a leitura em dia. E ando lendo muito sobre ensino de Ciências, o que é ensinar Ciências. Em poucos livros, para ser sincera muito poucos mesmo, tenho me deparado com algo que acho óbvio: Ciências é uma disciplina inacabada !
Já explico. Muitas coisas que ensinamos em Ciências são teorias que ainda estão em estudo, ou que já não se sabe se não é bem assim. Lembro-me bem o dia em que Plutão foi anunciado no Jornal Nacional como um Planeta Anão. Eu tinha acabado de explicar os planetas do Sistema Solar para uma turma de 6o ano , claro que inclui Plutão. Ai veio a notícia, meus alunos correram para mim com a seguinte frase: ” Puxa, Andréa, tudo errado: Plutão não é planeta! Como você ensina errado pra gente!”

INTRODUÇÃO À MECÂNICA CLÁSSICA

 VERIFICAÇÃO EXPERIMENTAL DO MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO

Veja abaixo algumas imagens da aula de Física do Reforço  GEMAG, ministrada neste sábado, 25 de julho, na escola Estadual Apolônio Zeayde de Alagoa Grande.









Continuando com a publicação de material didático sobre  Física, tendo a teoria e experiências fazendo pate de um todo, segue no link abaixo um capítulo sobre Introdução à Mecânica Clássica, que ficará arquivado na página de ensino de ciências e tecnologia (C&T) do blog rafaelrag.

 Os conteúdos programáticos das aulas de Física ficarão arquivados na página de ensino de ciências e tecnologia (C&T) do blog rafaelrag.

Veja o link sobre Introdução à Mecânica Clássica (Mecânica Newtoniana), a quem interessar clique em




SESSÃO DE COMUNICAÇÃO ORAL DE FUNDAMENTOS DA FÍSICA E ENSINO DE FÍSICA DO XXX II EFNNE, NA SEXTA, 21 DE NOVEMBRO


XXXII Encontro de Físicos do Norte e Nordeste

21/11/2014 - Comunicações Orais (09h00 - 10h15)

FUN - Fundamentos da Física e Física Matemática / PEF - Pesquisa em Ensino de Física

Coordenador: Rafael de Lima Rodrigues

Local: Sala 6

  O  professor Rafael Rodrigues (UFCG, campus Cuité)  coordenou a sessão de Fundamentos da Física e Ensino de Física, no XXX II EFNNE  e ministrou duas comunicações orais,  na sexta, 21 de novembro,  das 9h às 10:15h.

Das seis comunicações previstas, nesta sessão, duas foram apresentadas pelo professor Rafael Rodrigues. 

Esta comunicação é baseada no capítulo  do livro escrito em inglês pelo professor Rafael: The Wigner-Heisenberg algebra in quantum mechanics (A Álgebra de Wigner-Heisenberg em Mecânica Quântica).


XXX II EFNNE 2014-19 a 21 de novembro- João Pessoa
A Álgebra de Wigner-
Heisenberg em Mecânica Quântica 
Rafael de Lima Rodrigues
UFCG-Campus Cuité 

Sumário
Motivação
Introdução
Breve Histórico
Álgebra WH em MQ
Conclusão
A mecânica quântica não-relativística é governada pela equação de Schrödinger (1926) e descreve fenômenos físicos em escalas de dimensões invisíveis e com velocidade muito menor do que a velocidade da luz no vácuo. Diferente do conceito clássico do vácuo, como um espaço vazio, em mecânica quântica, é considerado o estado de menor energia, cujo valor é não nulo, denominado de energia de ponto zero. 


Nesta comunicação oral, destacamos a importância de métodos alternativos em mecânica quântica, baseado na cinemática de operadores. O estado quântico de um sistema é caracterizado, num dado instante de tempo, pelo conhecimento de uma função de onda, solução da equação de Schrödinger, que representa a onda de matéria proposta por de Broglie (1925). A interpretação física da função de onda foi dada por Born (1927). Ela representa a amplitude de probabilidade de encontrar a partícula em torno de um ponto. Os observáveis em mecânica quântica são representados por operadores lineares e hermitianos, satisfazendo a uma álgebra de Lie ou álgebra graduada de Lie. Esses operadores em geral não comutam, ou seja, considerando dois operadores A e B, temos que AB pode ser diferente de BA. Neste caso, o comutador [A,B] = AB – BA é não nulo. O anticomutador é definido por {A,B} = AB + BA. Se dois operadores anticomutam, {A,B}=0.

A técnica algébrica de Wigner-Heisenberg em Mecânica Quântica, permite uma forma alternativa para obtenção das autofunções e autovalores de energia da equação de Schrödinger. O Hamiltoniano de Wigner está relacionado com Hamiltoniano da supersimetria. Enquanto que a técnica algébrica da SUSY é mais geral, a álgebra WH é útil somente para potenciais em conexões com osciladores.

Link, para ver a postagem completa

http://rafaelrag.blogspot.com.br/2014/11/sessao-de-comunicacao-oral-de.html


Pesquisador da UFCG é destaque em publicação internacional

 Prof. Rafael Rodrigues no Campus de Cuité/UFPB
O professor Rafael Rodrigues, do Centro de Educação e Saúde, campus de Cuité, da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) é autor de um dos capítulos do livro Advances in quantum mechanics, publicado este mês pela editora de acesso livre In Tech.


A publicação reúne trabalhos sobre o desenvolvimento da Mecânica Quântica e tem por objetivo disseminar as pesquisas atuais e fomentar novos estudos na área.

O título do capítulo do pesquisador da UFCG é The Wigner-Heisenberg algebra in quantum mechanics (A Álgebra de Wigner-Heisenberg em Mecânica Quântica).
Link para acessar a publicação,
http://rafaelrag.blogspot.com.br/2013/04/pesquisador-da-ufcg-e-destaque-em.html

Alunos do ensino médio em Sumé realizam experimentos de física com materiais alternativos

Latas de refrigerante, CDs, canudos de plástico e madeira foram alguns dos materiais utilizados

Professores Rafael e Jair (UFCG, Cuité) e Vanderlan (UFCG, Sumé). 

O professor de Física Vanderlan, diretor do campus Cuité, recentemente, falou de sua participação no projeto sobre aulas práticas de Física, para estudantes do ensino médio de Sumé-PB.
  
Estudantes do 3º ano do Ensino Médio Inovador da Escola Estadual Professor José Gonçalves de Queiroz, em Sumé-PB, apresentaram no dia 9 de maio de 2013, experiências no campo da física experimental, desenvolvidas a partir de materiais alternativos.

Eles integraram um projeto do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA) da UFCG voltado para a melhoria do ensino da disciplina através de aulas sobre alguns fundamentos teóricos com o manuseio de equipamentos no Laboratório de Física do CDSA.

Os planetas e seus satélites

Observatório Phoenix



Os planetas do Sistema Solar se dividem basicamente em dois grupos: os rochosos e os gasosos. A partir do Sol: Mercúrio, Vênus, Terra e Marte são rochosos, envolvidos por algum tipo de atmosfera. Destes, só a Terra revelou a presença de água. Os planetas Júpiter, Urano e Netuno são gasosos. Devem ter um núcleo sólido , mas envolvido por espessa camada de gases, que representam grande parte de sua massa. Plutão ainda é de classificação duvidosa. Existe mesmo uma discussão se ele deveria ser classificado como um dos planetas maiores, ou se deve ser adicionado aos planetas menores ou planetóides, já que não atende a todos os requisitos do primeiro grupo e com características do segundo.


Em 1618 Joannes Kepler estabeleceu as três leis para os movimentos dos planetas:



1a lei: As órbitas dos planetas são elipses nas quais o Sol ocupa um de seus focos.
2a lei: Um planeta se move com uma velocidade tal que seu raio vetor cobre áreas iguais em tempos iguais.
3a lei: O quadrado do período de revolução é proporcional ao cubo da distância média ao Sol.


Os pontos principais das órbitas dos planetas interiores, isto é, os mais próximos do Sol que a Terra, e dos planetas exteriores, os mais distantes, têm configurações e nomenclaturas distintas.




Quando um planeta (o) está alinhado com o Sol (o), a Lua ou outro planeta (+), dizemos que ele está em conjunção.
No caso de um planeta interior, esta conjunção com o Sol pode ser inferior (CI) ou superior (CS). Quando o planeta está no ângulo reto do triângulo formado pelo Sol, o planeta e a Terra, ele está na máxima elongação oeste (MEW), ou na máxima elongação este (MEE).
Nos planetas exteriores só temos uma conjunção (C) e uma oposição (O) com o Sol. Quando a Terra está no ângulo reto do triângulo formado pelo Sol, a Terra e o planeta, dizemos que ele está em quadratura, que também pode ser oeste (QW) ou leste (QE).


Mercúrio tem menos da metade do tamanho da Terra. Possui uma atmosfera muito rarefeita. Sua superfície é parecida com a da Lua, crivada de crateras e a temperatura pode chegar aos 400 ºC. Como é um planeta interior, apresenta fases, como a Lua.
É de observação difícil, em primeiro lugar por estar sempre envolto pelo brilho do Sol, muito baixo no horizonte, e em segundo porque é muito pequeno. Mesmo os grandes telescópios não conseguem ver detalhes de sua superfície.


Vênus também apresenta fases e uma grande variação no diâmetro aparente entre as conjunções superior e inferior. É quase do tamanho da Terra e mantém sua superfície oculta sob uma espessa camada de nuvens. Estas nuvens são responsáveis pelo albedo alto, de 0,76. Este número indica que o planeta reflete 76% da luz incidente, o que faz de Vênus um dos mais brilhantes objetos celestes, só perdendo para o Sol e a Lua, e permitindo sua observação durante o dia.
Somente após a visita da sonda "Pioner Venus Orbiter" em 1979 foi possível determinar seu período de rotação e a inclinação de seu eixo. Com um eixo inclinado a 178º com o plano da órbita, sua rotação retrógrada faz com que um dia dure mais que seu ano! Sua atmosfera formada de dióxido de carbono é bastante densa e a pressão ao nível do solo é 90 vezes maior que a da Terra. Suas nuvens são formadas por gotículas de ácido sulfúrico que aliadas ao dióxido de carbono criam um efeito estufa capaz de elevar a temperatura até os 500 ºC.


Marte é o primeiro planeta exterior e seu movimento retrógrado durante a oposição sempre intrigou os astrônomos. Hoje sabemos que este aparente retorno é causado pela ultrapassagem da Terra, que tem um movimento orbital mais rápido. Marte tem cerca da metade do tamanho da Terra e uma atmosfera rarefeita, formada de dióxido de carbono, mas que permite a descida de sondas com pára-quedas. Existem planos para o envio de pequenos aviões de reconhecimento nas próximas sondas. Ventos de grande velocidade formam terríveis tempestades de areia que chegam a alterar a cor do planeta, avermelhada pelos óxidos metálicos. Os detalhes da superfície são de difícil observação, devido ao tamanho reduzido, mas as grandes manchas e as calotas polares podem vistas, quando das oposições, que ocorrem a aproximadamente cada dois anos.
Durante a última oposição o telescópio orbital Hublle fez excelentes fotos. Marte tem dois satélites, Phobos e Deimos (do grego, Medo e Terror), irregulares e de pequenas dimensões, 27 e 15 km respectivamente, que mais parecem asteróides capturados pelo campo gravitacional do planeta. Existe grande possibilidade de haver água em Marte, o que pode indicar a presença de vida em formas primitivas.
Um satélite artificial, o Mars Global Suveyor, tem enviado centenas de fotos de detalhes da superfície que intrigam cada vez mais os pesquisadores. Um grande trabalho está sendo feito objetivando enviar homens a Marte nos próximos 10 anos.


Júpiter é um grande planeta gasoso, o de maior massa e tamanho: 11 vezes o diâmetro da Terra e mais de mil vezes seu volume! Apesar de estar 5 vezes mais longe do Sol que a Terra, é um belo astro quando visto através de um telescópio. Sua rotação é tão rápida, menos de 10 horas, que o planeta fica nitidamente ovalizado. Várias faixas turbulentas podem ser vistas paralelas a seu equador, as mais escuras são chamadas de cinturões, e as mais claras de zonas, que apesar de serem móveis, são de grande duração. Como o planeta é gasoso, estas faixas giram com velocidades diferentes, aumentando ligeiramente a velocidade do equador para os pólos. Uma tempestade circular, a Grande Mancha Vermelha, muito maior que a Terra, se movimenta na zona tropical sul.
Júpiter possui um tênue anel e mais de 50 satélites. Os mais importantes foram descobertos por Galileu e por isso são chamados Galileanos: I- Io, II- Europa, III- Ganimede e IV- Calisto. Muito brilhantes, podem ser facilmente observados por pequenos telescópios. Os descobertos em seguida, muito menos brilhantes, receberam nomes: V- Amalthea, VI- Himalia, VII- Elara, VIII- Pasiphae, IX- Sinope, X- Lysithea, XI- Carme, XII- Ananke, XIII- Leda, XIV- Adrastea, XV- Thebe, XVI- Metis. A partir daí foram numerados como XVII- 1979 J1.
Como as órbitas de alguns deles são retrógradas, acredita-se que tenham sido capturados pelo forte campo gravitacional. As sondas Pioner fizeram fotos dos satélites de Júpiter que revolucionaram a astronomia planetária, mostrando vulcões ativos e lançando nuvens de enxofre em Io.
Ganimede, a maior lua do sistema solar com 5 300 km de diâmetro, é maior que Mercúrio.

Link, para ver mais informações

Capes e CNPq lançam quatro chamadas

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) divulgam nesta quinta-feira, 26, as chamadas públicas MCTI/CNPq/MEC/Capes nº 43/2013 e nº 44/2013 e MCTI/CNPq/SECIS/MEC/Capes nº 45/2013 e nº 46/2013.
Humanas e Sociais
A chamada nº 43 tem como objetivo selecionar propostas para apoio financeiro a projetos que visem contribuir significativamente para o desenvolvimento científico e tecnológico e para inovação do país nas áreas de Ciências Humanas, Sociais e Sociais Aplicadas. As propostas aprovadas serão financiadas com recursos no valor global estimado de R$ 8 milhões.

Periódicos-Olimpíadas-Feiras de Ciências

Inscrições e resultados
As propostas das chamadas nº 43, 45 e 46, que cumprirem os requisitos descritos nos editais, deve ser inscritas até 9 de novembro. As propostas para a chamada nº 44 podem ser inscritas até 11 de novembro. A implementação das propostas aprovadas pelas chamadas nº 43, 44 e 45 devem ter início em dezembro de 2013. Já as da chamada nº 46, em novembro do mesmo ano.

A íntegra de todas as chamadas estão disponíveis no site do CNPq, acesse no link abaixo

Fusão de galáxias é capturada pelo Hubble

A foto acima mostra a galáxia NGC 2623, que é na verdade um par de galáxias em processo de formar uma só. O telescópio Hubble fotografou a fase final dessa titânica fusão de galáxias. Elas estão a cerca de 300 milhões de anos-luz de nós, na constelação de Câncer. E por que acontecem fusões de galáxias? No espaço, as galáxias não ficam igualmente espaçadas: elas se reúnem em grupos ou pequenos aglomerados, unidos pela atração gravitacional (e governadas por ela).

Nessa dança gravitacional, é comum que duas galáxias sejam mutuamente atraídas e acabem passando por um processo de fusão. Essa colisão e fusão demoram milhões ou até bilhões de anos. No caso da NGC 2623, o encontro violento entre as galáxias gigantes tem produzido uma região de formação de estrelas perto de um amplo núcleo luminoso, ao longo das “caudas” vistas na imagem.  As caudas opostas cheias de gás, poeira e jovens aglomerados de estrelas azuis se estendem por mais de 50.000 anos-luz a partir do núcleo já mesclado das galáxias.

Provavelmente provocado pela fusão, um buraco negro supermassivo comanda a atividade na região nuclear. A formação de estrelas e seu núcleo galáctico ativo fazem da NGC 2623 brilhante em todo o seu espectro.  A imagem também mostra galáxias de fundo ainda mais distantes, espalhadas pelo campo de visão do Hubble.Galáxia  NGC 6240, uma colisão entre duas galáxias ricas em gás que se fundiram a 330 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Ofiúco. O fenômeno nos permite ter uma ideia de como a fusão de nossa galáxia com a galáxia Andrômeda vai parecer para um observador em outro ponto do universo.

Como a nossa galáxia vai ficar após colisão com Andrômeda

A foto acima, divulgada pela NASA e feita pela câmera infravermelha do telescópio espacial Spitzer e da luz visível do telescópio Hubble, mostra a NGC 6240, uma colisão entre duas galáxias ricas em gás, que se fundiram a 330 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Ofiúco. A galáxia está passando por intensos períodos de formação inicial, o que indica que duas galáxias menores sofreram uma fusão que começou a cerca de 30 milhões de anos atrás, e só vai terminar daqui algumas centenas de milhões de anos.
Para ver mais informações, clique em

II ENTEC NASSAU – II Encontro Tecnológico Nassau: “Prospecções tecnológicas no cenário mercadológico e educacional”

II ENTEC NASSAU será realizado no próximo dia 19 de outubro de 2013. 

O evento irá contemplar a discussão sobre vários temas ligados as tecnologias de informação e comunicação frente aos desafios impostos pelo mercado de trabalho e educacional. O objetivo geral do evento será proporcionar aos participantes um aprendizado técnico-científico acerca das atuais tecnologias da informação e comunicação, contribuindo para a percepção de oportunidades e desafios contemporâneos e formação profissional que propiciem diferenciais competitivos essenciais ao mercado de trabalho. INSCRIÇÕES NO SITE:http://ccpv.mauriciodenassau.edu.br/inscricao/visualizarCurso/cod/4289/cid/4/fid/1 
Valor da Inscrição: R$ 20,00 
Local do Evento: Auditório da Faculdade Maurício de Nassau, Rua Antônio Carvalho de Souza, Estação Velha 295, Campina Grande-PB. Maiores informações: Fone: (83) 2101-8937 e-mail:tecnologicos.cg@mauriciodenassau.edu.br 
 Informou o Professor Cleisson Christian.
 
PROGRAMAÇÃO - II ENTEC NASSAU 

07:30h às 08:30h
Credenciamento
08:30h às 09:00h
Solenidade de Abertura
09:00h às 09:40h
Palestra: Introdução a Business Intelligence
Palestrante: Dimas Cassimiro
09:40h às 10:20h
Palestra: Android - Desenvolvimento e Visão Geral
Palestrante: Felipe Pontes
10:20h às 11:00h
Palestra: Detecção de Interferência Eletromagnética em ambientes fechados
Palestrante: Jobson Araújo
11:00h às 11:40h
Palestra: Introdução a Mecânica Quântica e suas aplicações
Palestrante: Rafael Rodrigues
12:00h às 14:00h
Intervalo para o almoço
14:00h às 14:40h
Palestra: E-Commerce: Um Panorama Atual
Palestrante: Alexandre Moura
14:40h às 15:20h
Palestra: Código de Defesa do Consumidor e o E-Commerce
Palestrante: Arthur da Gama
15:20h às 16:00h
Palestra: Tecnologias Digitais de Código aberto agregando valor à formação universitária
Palestrante: Wilkens Lenon
16:00h às 16:40h
Palestra: De aluno inexperiente a profissional do mercado em uma noite?
Palestrante: Jemerson Damásio
16:40h às 17:00h
Encerramento e Sorteio de Brindes 

LInk,
http://rafaelrag.blogspot.com.br/2013/09/ii-entec-nassau-ii-encontro-tecnologico.html

Escola de Física CERN 2013 - Prorrogação de data de inscrição


Escola de Física CERN 2013 é para professores 
da educação básica 
 cern-3Comunicamos a todos os interessados que a inscrição para a Escola de 
Física CERN 2013 foi prorrogada até o dia 9 de junho de 2013. Os 
interessados podem acessar as informações e o formulário de inscrição 
através da página da Escola de Física CERN 

www.sbfisica.org.br/escolacern
Assunto: Participação de professores brasileiros na Escola de Física no CERN, em Genebra

O CERN, um dos maiores laboratórios de pesquisa em Física no Mundo, recolocou em funcionamento, no ano de 2009, o grande colisor de prótons “Large Hadron Collider” (LHC).
Dentre os seus diversos programas, o CERN mantém um de Educação, destinado a professores de diversos países da Europa, do qual constam visitas às suas instalações e laboratórios, além de cursos sobre tópicos de Física, ministrados no idioma dos participantes.
No âmbito deste programa de Educação, desde 2007 o CERN tem mantido em suas instalações uma Escola de Física destinada a professores de escolas secundárias portuguesas, na qual são desenvolvidas aulas sobre Física de Partículas e áreas associadas, sessões experimentais e visitas aos laboratórios do CERN, iniciativa que acontecerá também em 2013.

Link,

 

MINICURSO SOBRE ESTADOS COERENTES E TEORIA DE GRUPOS EM MECÂNICA QUÂNTICA INICIARÁ NESTA SEXTA-FEIRA, 04 de maio de 2012

FÍSICO ALAGOAGRANDENSE MINISTRARÁ MINICURSO NA UFCG EM CAMPINA GRANDEO minicurso sobre estados coerentes e teoria de grupo em Mecânica Quântica, a ser realizado no auditório do IQUANTA da UFCG, campus Campina Grande, com carga horária de 16h, será ministrado pelo professor Dr. Rafael de Lima Rodrigues (UFCG-campus Cuité-PB) e as inscrições estão sendo realizadas com o diretor do IQUANTA, professor Dr. Aércio Ferreira de Lima, através do seu emailaerlima@df.ufcg.edu.br, fone 2101-1615. O primeiro dia de aula será nesta sexta, 4, às 10h, com duração de duas horas. O público alvo será composto por estudantes de graduação, mestrado e professores do ensino médio com formação em uma área das ciências Física, matemática ou química.

EMENTA. Estados coerentes em mecânica quântica. introdução à teoria de grupo. grupos finitos. grupos contínuos. teoria de grupo em mecânica quântica.
OBJETIVOS. Fazer uma introdução aos estados coerentes e à teoria de grupos e suas aplicações em Mecânica Quântica. Distinguir grupos finitos e contínuos. Identificar a importância da teoria de grupos em várias áreas científicas. Aprender a resolver problemas em mecânica quântica utilizando a técnica algébrica de teoria de grupos.


                                     Professores Thibes, Aércio e Rafael na entrada do IQUANTA.
                     Eriverton no dia de sua defesa de dissertação de mestrado 
                       em Física pela UAF-UFCG, no auditório do  IQUANTA.

Veja mais informações no link,

VERIFICAÇÃO EXPERIMENTAL DA DINÂMICA: A 2a. LEI DE NEWTON

Continuando com a publicação de trabalhos sobre aulas práticas de Física, que ficarão arquivados na página de ensino de ciências e tecnologia (C&T) do blog rafaelrag.


Em tempo: o trabalho abaixo foi realizado quando o professor Rafael Rodrigues lecionava no campus Cajazeiras da UFCG

Professores Rafael e Deodato, no laboratório do campus V da UFCG, em  Cajazeiras.

XIII Simpósio Nacional de Ensino de Física, Brasília-DF, de 25 a 30-01-1999



VERIFICAÇÃO EXPERIMENTAL DO PRINCÍPIO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA



Wendel Pires de Almeida1,  Eriverton da Silva Rodrigues2, Giuseppe Cabral da Costa3

Rafael de Lima Rodrigues4

2Escola Estadual de 1º e 2º graus Padre Hildon Bandeira

Rua João Pessoa, S/N

Alagoa Grande - PB - CEP 58.388-000

3Externato Dom Pedro II -Alagoa Grande - PB - CEP 58.388-000

1,4Departamento de Ciências Exatas e da Natureza

Universidade Federal da Paraíba

Cajazeiras - PB - CEP 58.900-00(E-mail: wendel@cfp.ufpb.br, rafael@df.ufcg.edu.br)



O princípio fundamental da dinâmica ou Segunda lei de Newton nos dá uma relação entre a resultante das forças exercidas sobre um corpo e a aceleração por ele adquirida, ou seja, a  força resultante do corpo é igual a sua massa multiplicada pela aceleração adquirida pelo corpo, para corpos com massas constantes, cuja equação é dada por, F = ma, onde F representa a resultante (soma vetorial) das forças que agem sobre o corpo de massa m e a a aceleração adquirida (Atenção! A letra em negrito significa vetor, neste caso vemos os vetores força e aceleração). Quando a massa for constante, se acontecer da força resultante ser constante, a aceleração também será, neste caso o movimento será uniformemente variado, podendo ser acelerado ou retardado.

Algumas vezes se diz que a 2ª lei não passa de uma definição de força, só que não é verdade pois as forças que atuam sobre uma partícula resultam de sua interação com outras partículas [3].

Observamos algumas forças específicas que atuam num corpo [2] uma delas é a força peso, a qual é a força que o atrai para a terra. Esta força ocorre devido a uma atração – a atração gravitacional – entre as massas dos dois corpos, considerando apenas que um corpo de massa m está localizado em um ponto onde a aceleração é g, então o vetor peso é: P =mg. Peso não é massa, e seu módulo, em qualquer lugar, depende do valor de g neste local. Um objeto pode pesar 72N na Terra, mas apenas 12N na Lua, pois lá a aceleração da gravidade é seis vezes menor. A massa de repouso é a mesma em ambos os lugares, porque é uma propriedade do corpo, sob o ponto de vista relativístico, assim como a carga elétrica, a massa de repouso de um corpo é um invariante sob as transformações de Lorentz.

Podemos medir a massa de um corpo  colocando em um dos pratos de uma balança, e no  outro vários corpos (de massas conhecidas) como referência, até equilibrarmos os pratos, também podemos  medir com um auxilio de uma mola e de escala previamente graduada em unidades de massa ou de peso. O corpo desloca aquela mola, deslocando o ponteiro através da escala.

Temos também a chamada força normal que acontece quando um corpo pressiona uma superfície e sofre uma força perpendicular a esta, o que está de acordo com a terceira lei de Newton.

Temos outra força, a de atrito que atua no sentido contrário ao movimento de um corpo numa superfície, devido ao contato entre o corpo e a superfície. Portanto, a força de atrito é uma força de resistência.

Neste trabalho, verificamos as leis de Newton utilizando materiais de baixo custo, cuja aceleração experimental é duas vezes o valor  do coeficiente angular da reta do gráfico com os valores da posição no eixo vertical e o quadrado do tempo no eixo horizontal em papel milimetrado [1]. Com a ajuda de uma balança calculamos a massa de um carrinho e escolhemos uma posição de referência, marcando  cinco pontos distanciados 16cm um do outro. Colocando no porta-massa, massas que sejam suficientes para que o carrinho acelere. Abandonando o carrinho da posição de referência, e com o cronômetro marcamos o tempo gasto para que o carrinho percorra a distância de 16cm. O procedimento deve ser repetido, digamos, cinco vezes, assim calculando o tempo médio. Adotando a mesma seqüência de operações para as distâncias de 32cm, 48cm, etc. Como material podemos utilizar uma madeira retilínea horizontal, um carrinho de plástico, um cordão, massas, um suporte para as massas e uma carretilha (canila) de máquina de costurar. Essa experiência pode ser realizada em casa com os mesmos materiais ou materiais que possam ter a mesma função. A partir dessa experiência podemos verificar além da Segunda lei de Newton, a primeira e a terceira lei. Nessa experiência as forças que atuam sobre o carrinho são as seguintes: a força peso (Pc ), a força normal (Fn ), a força de atrito (Pa ) e a força de tração (T).

Portanto, a força resultante que atua no carrinho é a soma vetorial dada por Fc=Pc+Fn+Fa+T. A força resultante que atua no porta-massa é a seguinte  Fm=Pm+T. A força de tração do carrinho e no porta-massa tem o mesmo  valor, mas, de acordo com a terceira lei de Newton, ela atua em sentido contrário. Escolhendo uma orientação positiva e observando que o carrinho é acelerado na direção horizontal (Fch), desprezando o atrito, obtemos: Fch=T=mca.
Agora aplicando a 2a lei de Newton para o porta-massa, temos somente componentes de forças atuando na direção vertical, o que resulta em: Fmv = Pm-T = ma, desprezando o atrito. Substituindo T=mca, obtemos a aceleração teórica a=Pm/(m+mc), onde Pm é o módulo da força peso do porta-massa.
Link para esta matéria:

  

VERIFICAÇÃO EXPERIMENTAL DA VELOCIDADE DE LANÇAMENTO DE UM PROJÉTIL

Neste experimento do lançamento horizontal de uma esfera, vemos  um fato que confirma a mudança de direção muda o vetor. Neste caso,  quando a velocidade muda de direção ela ganha uma componente, ou seja, a  velocidade de lançamento é um vetor unidimensional (vetor de uma componente) e a velocidade final é um vetor bidimensional (vetor de duas componentes).

XIII Simpósio Nacional de Ensino de Física, Brasília-DF, de 25 a 30-01-1999

LANÇAMENTO HORIZONTAL

Charles Albert Morais Correia1, Eric Alexandre Brito da Silva2, Eriverton da Silva Rodrigues3 e Rafael de Lima Rodrigues3
1,3Universidade Federal da Paraíba
Departamento de Ciências Exatas e da Natureza
Cajazeiras -PB - CEP 58900-000 (E-mail: rafael@fisica.ufpb.br)
2Universidade Federal da Paraíba
Departamento de Física
Campina Grande-PB
1Escola Estadual de 1º e 2º Graus Padre Hildon Bandeira
Alagoa Grande-PB - CEP 58.388-000

O lançamento    horizontal de  um objeto  próximo da superfície da Terra foi investigado por Galileu (nasceu em 1.564 e morreu em 1.642) na época em que se acreditavam no seguinte fato, baseado em análise qualitativa da filosofia de Aristóteles:  um corpo mais pesado deixado cair de uma certa altura tende a chegar mais rapidamente na terra quanto maior for sua massa. Uma das situações Física considerada por Galileu foi o tiro de um canhão na direção horizontal. Ele afirmava que o tempo de queda da bala seria o mesmo independente do poder de alcance ou se ela fosse deixada cair na direção vertical, o que levaria a acreditar na independência dos movimentos vertical e horizontal (mas, isto não é válido em geral). Este é um fato experimental observado ainda hoje desde que você despreze a resistência do ar.
Um corpo lançado no campo gravitacional terrestre sofre uma força de atração  para o centro da terra,  descrevendo uma órbita curvilínea. No lançamento horizontal de um projétil, próximo da superfície da terra, ocorre o movimento retilíneo uniforme (MRU, velocidade instantânea constante e aceleração nula, na horizontal) e o movimento retilíneo uniformemente variado (MRUV, na vertical, velocidade variável e aceleração instantânea constante). Para descrevermos o MRUV são necessários as seguintes equações  para os vetores  velocidade v=( vx, vy) e  posição r=(x, y), cujas componentes em função do tempo, tornam-se:
vy= v0y + ayt   e  y= y0 + v0y t+ ½ayt2,
onde y0 e v0y  são os valores iniciais para a posição e a velocidade, no instante de tempo inicial, respectivamente. Por outro lado, para descrevermos o MRU tomamos a aceleração nula, e as equações acima tornam-se: “ vx= v0x e x= x0 +vxt “.  Note que as equações horárias são funções quadrática e linear em relação ao tempo e, por sua vez, os gráficos de yxe xxt são parábolas e retas, para o MRUV e o MRU, respectivamente.
Neste trabalho, estamos  desprezando a resistência do ar e considerando o campo gravitacional uniforme.  Neste caso, a aceleração é exatamente a aceleração da gravidade g, cuja intensidade é aproximadamente 978cm/s2. Escolhendo o referencial com a orientação positiva apontando para cima, obtemos: ay=-g. Consideramos a teoria e a experiência simultaneamente. Um dos objetivos específicos é a análise dos lançamentos horizontais usando a mesma esfera, medindo o alcance seis vezes, embora a velocidade inicial permanecendo sempre constante na ordem dos lançamentos.  Atuando unicamente sobre o corpo a força peso que possui intensidade, direção e sentido constante. De acordo com as nossas condições iniciais as equações do lançamento horizontal, tornam-se:
x= v0 t,   v0y=0,  v0x= v0,   y=-(gt2)/2,   vy=-gt,.
Eliminando o tempo nas  equações para x e y, obtemos a seguinte equação para a trajetória: y=g x2/(2v02). Como o coeficiente do termo quadrático é constante vemos que  o gráfico de yxx2 é uma curva parabólica, o que está de acordo com a observação cotidiana de um corpo sendo lançado próximo da superfície da terra.
Esta experiência foi realizada com material de baixo custo. Os materiais utilizados foram os seguintes: uma esfera metálica, uma escala graduada em centímetros, papel carbono sulfite e uma peça de madeira com uma calha curvilínea do ponto de partida até a base horizontal.  A peça de madeira foi colocada inicialmente a uma altura de oito centímetros fixa em uma haste que possui uma escala graduada em milímetros, a qual é denominada de eixo y
            Efetuamos seis lançamentos com um corpo de determinada massa e mantendo a velocidade inicial constante em todos os lançamentos. Para uma melhor precisão dos resultados obtidos em nosso experimento, nivelamos o trecho final da pista de lançamento e fixamos um ponto na parte inclinada, que utilizamos como ponto de referência e de onde a esfera é abandonada em todos os lançamentos. Realizamos os lançamentos para seis posições diferentes, variando a altura de lançamento em relação ao solo de oito em oito centímetros. Para encontrarmos o ponto em que a esfera atinge o solo utilizamos um papel carbono sulfite, presos na superfície com fita adesiva [1].
Preenchemos uma tabela com valores para a altura (y) e o alcance (x) do projétil, que nos fornece o gráfico da trajetória parabólica, conforme a equação da trajetória. A velocidade inicial é calculada experimentalmente através do coeficiente angular da reta formada pelo gráfico de y x x2 e o coeficiente da equação da trajetória. Finalmente para duas posições quaisquer de lançamento, obtemos a velocidade da esfera ao tocar o solo, o ângulo que forma com a horizontal e o tempo de queda em cada caso. As equações obtidas não seriam válidas se a resistência do ar não fosse desprezível.
Podemos considerar algumas questões: Um observador em movimento em uma bicicleta com a mesma velocidade de um cavalo, ambos na mesma direção e sentido, veriam uma trajetória retilínea de um objeto que caiu da sela do cavalo. Desenhar a trajetória do objeto para um observador fixo na terra e outro no cavalo, quando: (a) a velocidade do cavalo for constante; (b) a velocidade do cavalo estiver diminuindo e (c) a velocidade do cavalo estiver aumentando.

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AULAS PRÁTICAS DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO

Continuando com a publicação de trabalhos sobre aulas práticas de Física, que ficarão arquivados na página de ensino de ciências e tecnologia (C&T) do blog rafaelrag.

Em tempo: o trabalho abaixo foi realizado quando o professor Rafael Rodrigues lecionava no campus Cajazeiras da UFCG.


XIII Simpósio Nacional de Ensino de Física, Brasília-DF, de 25 a 30-01-1999
AULAS PRÁTICAS DE FÍSICA NO ENSINO MÉDIO


Rafael de Lima Rodrigues1  e  José Pereira da Silva2



1Departamento de Ciências Exatas e da Natureza

Centro de Formação de Professores

Universidade Federal da Paraíba

Cajazeiras-PB, CEP 58.900-000

E-mail atual: rafael@df.ufcg.edu.br



2Escola Técnica Federal da Paraíba

UNED-Cajazeiras-PB CEP 58. 900-000



            O ensino médio na rede pública, é desprovido de aulas práticas, dificultando o processo de ensino-aprendizagem, devido principalmente a inexistência de laboratórios na formação acadêmica dos alunos  para motivá-los no estudo das ciências exatas e da natureza. As aulas práticas  de Física têm grande importância para uma melhor compreensão dos fenômenos Físicos. O objetivo principal de nosso trabalho é desenvolver o raciocínio científico dos alunos, estimulando os seus sensos críticos, sua criatividade e o seu poder de análise diante de um fenômeno físico. Os  professores do Centro de Formação de Professores  da UFPB desenvolvem a maioria de seus projetos buscando propostas para melhorar a qualidade e a formação do professor nos ensinos fundamental e médio. Entretanto, não é de nosso conhecimento de que uma proposta como a  nossa tenha sido implementada em alguma escola pública na Paraíba.

            Este trabalho permitirá transformar o ensino dos conteúdos relacionados com a Ciência Física, afastando-se de uma abordagem que tem sido restrita a memorização de equações matemáticas que representam as leis Físicas, para uma dinâmica do processo de ensino-aprendizagem  em que o aluno possa efetivar algumas medidas de grandezas físicas em experiências simples com material de baixo custo (auxiliado por um MONITOR e o acompanhamento do professor da disciplina). Com a construção destes equipamentos, estamos criando um laboratório de ensino de Física, o qual pode também ser utilizado  pelos alunos do ensino fundamental, o que possibilitará a  pesquisa dos alunos, buscando a verificação experimental dos princípios que regem as leis Físicas.  Neste trabalho, a teoria e a prática formam um todo. As experiências são realizadas juntamente com a fundamentação teórica. Especificamente, damos ênfase ao estudo de um dos assuntos mais antigos da ciência Física, a saber, o movimento dos corpos (ou de partículas). Verificamos experimentalmente as leis físicas que governam o movimento de  um  corpo macroscópico (corpos de dimensões visíveis com massas muito maiores do que a massa de um elétron e velocidades muito pequenas em comparação a velocidade da luz no vácuo).

            Este trabalho é baseado em um projeto que foi solicitado pela atual direção da Escola Estadual de Primeiro e Segundo Graus Padre Hildon Bandeira (EEPHB) de ALAGOA GRANDE,  dando ênfase aos vários aspectos da teoria juntamente com  as respectivas experiências práticas.

            Recentemente têm sido proposto um projeto para que seja criado um laboratório de Física na Escola Estadual  de Primeiro e Segundo Graus Padre Hildon Bandeira, em parceria com a Prefeitura de Alagoa Grande. O referido projeto foi encaminhado à Secretaria  da Educação do Estado da Paraíba, através da Secretaria de Educação e Cultura deste Município. Entretanto, ele foi executado parcialmente em um projeto de aulas práticas de física na EEPHB, sob a coordenação do primeiro autor deste trabalho, contando com a colaboração voluntária de alguns alunos universitários residentes em ALAGOA GRANDE  e, um monitor, aluno da segunda série do segundo grau da EEPHB, o jovem Eriverton da Silva Rodrigues, cuja bolsa de estudos no valor de R$ 60,00 reais por  mês, e, inclusive, o material necessário para  uma plena realização das experiências, foi  doado pelo coordenador do projeto.

            Seguindo exemplos de países de primeiro mundo e de escolas  com  um  ensino médio  dando importância a formação completa dos jovens, desenvolveremos atividades práticas que eventualmente já foram testadas em diversos laboratórios, oficinas e aulas de instrumentação dos cursos de licenciatura em Física em universidades brasileiras e estrangeiras.


            Atualmente, todos os educadores comentam sobre a falta de motivação dos alunos no estudo dos conteúdos programáticos relacionados com a Ciência Física, devido a uma pouca dinâmica do processo ensino-aprendizagem no ensino básico.
Link:

 Movimento na reta com aceleração constante, desprezando o atrito

Iniciamos a publicação de trabalhos sobre aulas práticas de Física, que ficarão arquivados na página de ensino de ciências e tecnologia (C&T) do blog rafaelrag.

Em tempo: o trabalho abaixo foi realizado quando o professor Rafael Rodrigues lecionava no campus Cajazeiras da UFCG.



XIII Simpósio Nacional de Ensino de Física, Brasília-DF, de 25 a 30-01-1999



VERIFICAÇÃO EXPERIMENTAL DO MOVIMENTO RETILÍNEO UNIFORMEMENTE VARIADO



José Pereira da Silva 1, Rafael de Lima Rodrigues2 e  Cícero Marcos  Meneses3

1ESCOLA TÉCNICA FEDERAL DA PARAÍBA - UNED - CAJAZEIRAS - PB

2,3 DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA

UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA - CAMPUS V - CAJAZEIRAS - PB



É comum observarmos na natureza corpos em movimento. Dentre esses, mencionamos um tipo especial, que é o Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV). É possível provar a existência do MRUV através de observações de experimentos simples realizados em laboratórios ou presenciados na natureza. Como exemplos podemos citar: A queda das gotas d’água nas torneiras das residências; o movimento acelerado de um veículo; a queda livre dos corpos sobre a ação da gravidade; lançamento de projéteis na horizontal...

Um corpo se encontra em movimento retilíneo uniformemente variado, quando este, ao percorrer uma trajetória retilínea, apresenta uma proporcionalidade entre a variação de velocidade e os respectivos intervalos de tempo. A grandeza física que mede a variação de velocidade é chamada de aceleração.e, por sua vez,  nesse tipo de movimento a aceleração é constante, isto é, não varia ao longo do tempo.

O exemplo mais familiar de movimento retilíneo uniformemente variado é a queda livre de um corpo abandonado de uma certa altura; cuja velocidade inicial é nula. Este foi um dos problemas analisados por Galileu em seus trabalhos, que deram início à era da pesquisa científica na área da Física.

As experiências de Galileu e muitas outras posteriores, acabaram estabelecendo como fator experimental que o movimento de queda livre de um corpo solto ou lançado verticalmente, na medida em que a resistência do ar possa ser desprezada, é um movimento retilíneo uniformemente acelerado, em que a aceleração é a mesma para todos os corpos (embora sofra pequenas variações de ponto a ponto da terra). Esta aceleração da gravidade é indicada pela letra (g) e seu valor aproximado é: g = 9,8 m/s2.

Neste trabalho, abordamos uma experiência acessível ao ensino médio e ao último ano do ensino fundamental, no intuito de investigar o movimento de um corpo sujeito a uma aceleração constante. Estudamos esse tipo de movimento utilizando um trilho de zinco ou uma calha de plástico, e, com a ajuda de um bloco de madeira ou uma esfera de aço, impomos uma rápida inclinação.


A seguir, escolhemos um ponto de referência (o ponto na eminência do movimento da esfera) sobre o plano inclinado, e registramos, a partir desse, pontos de 18 em 18 centímetros. Abandonamos a esfera metálica na origem (posição inicial, isto é, Xo = 0), acionamos o cronômetro no instante em que a esfera começa a rolar. Em seguida, calculamos o tempo de percurso para cada dezoito centímetros, procedemos assim quatro vezes para ser possível a obtenção de uma média aritmética. Anotamos todos os dados obtidos em uma tabela, contendo também os valores calculados para o quadrado da média aritmética.

            A partir dos resultados anotados na tabela, esboçamos os gráficos da posição em função do tempo, posição em função do tempo ao quadrado em papel milimetrado. Analisando as curvas obtidas chegamos a determinar a aceleração escalar e as velocidades ao fim de cada intervalo. Esboçamos também o gráfico da velocidade em função do tempo. Vale salientar que, de acordo com a necessidade de arredondamento das medidas utilizadas, adotamos o critério de proximidade para os algarismos significativos corretos.
            A aceleração é calculada experimentalmente através do coeficiente angular da reta no gráfico da posição versus o tempo ao quadrado. O primeiro passo é escolher uma inclinação constante arbitrária para realizarmos os lançamentos. A melhorar precisão do valor obtido para a aceleração foi obtida quando se utilizou uma pequena inclinação do trilho, evitando grandes inclinações que acarretariam grandes velocidades e pequenos intervalos de tempo e, assim, dificultando as medidas para o instrumental utilizado.



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O verdadeiro gargalo de engenheiros

POR FERNANDO PAIXÃO E MARCELO KNOBEL


Entre as questões em debate em educação, destaca-se hoje a quantidade de profissionais em áreas de ciência e tecnologia.
Muitos propõem formar mais engenheiros e mais professores de química e física criando vagas no ensino superior para essas carreiras.
Essas propostas são importantes, mas não levam em consideração limitações dos alunos.
O que de fato limita a qualidade e o número de formandos nas áreas de ciências exatas e tecnológicas? Dados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes) apontam que a maior restrição está no número de jovens com habilidades mínimas em matemática.
Os resultados de avaliações internacionais tendem a repercutir entre nós apenas pela constatação de que estamos nas últimas colocações. Mas o Pisa vai muito além: fornece dados valiosos sobre o desempenho dos jovens de 15 anos.
O exame de 2009 foi feito por aproximadamente 470 mil alunos de 15 anos pelo mundo. A amostra representa 26 milhões de alunos de 65 países. Cada exame avalia três áreas --leitura, matemática e ciências-- e estabelece seis níveis de competência.
Para uma ideia do que significa um aluno estar em cada um desses níveis (ou abaixo de todos), veja abaixo exemplos de questões similares às aplicadas em matemática.

Editoria de Arte/Folhapress
Os dados mostram que 88,1% dos alunos não chegam ao nível 3 --não sabem, portanto, ler gráficos. Além disso, 96,1% não conseguem explicar o que ocorre numa troca de moeda se a taxa mudar. Mais do que impossibilitados de estudar economia, poderiam ser enganados com facilidade em qualquer outro país.
A distribuição limita o percentual dos nossos jovens em áreas que exijam competências mínimas em matemática, classificados do nível quatro para melhor. Só 3,8% dos participantes brasileiros do Pisa alcançaram esse desempenho.
Considerando que a população de jovens com 15 anos no Brasil é de aproximadamente 3,2 milhões, teríamos, no máximo, cerca de 122 mil jovens aptos para às carreiras de exatas. Esse número ainda cai no final do ensino médio, porque evidentemente há estudantes com habilidades mínimas que optam por outras carreiras profissionais.
Em 2011, o Ministério da Educação anunciou que dobraria as vagas de engenharia. Mas, em 2009, os 1.500 cursos existentes ofereciam 150 mil vagas ao ano, tinham 300 mil matriculados (embora as vagas permitissem até 750 mil, já que o curso dura cinco anos) e formaram 30 mil.
Uma alta evasão, para a qual contribui o déficit de habilidade matemática que o Pisa evidencia. Com conhecimentos tão pequenos de matemática, não surpreende que os alunos tenham dificuldades já no ensino médio. Um exemplo: para acompanhar gráficos nas aulas de física.
A Austrália tem 38,1% dos seus alunos no nível quatro ou superior na avaliação de matemática do Pisa; o Canadá, 43,3%; a Coreia do Sul, 51,8%. O Brasil tem 3,8%. Esses países têm proporcionalmente pelo menos dez vezes mais alunos aptos para as áreas de exatas e tecnológicas. Mesmo com uma população bem menor, a Coreia pode formar muito mais engenheiros do que nós.
A política educacional dos últimos 20 anos tem sido colocar os alunos na escola, uma etapa importante. Hoje, o desafio é melhorar, e muito, a qualidade do ensino fundamental. No momento em que se discute um novo Plano Nacional de Educação, deveríamos propor ações concretas para atacar a raiz do problema.
FERNANDO PAIXÃO, 63, físico, é professor do Instituto de Física Gleb Wataghin da Unicamp
MARCELO KNOBEL, 44, físico, é professor do Instituto de Física Gleb Wataghin e pró-reitor de graduação da Unicamp
Blog rafaelrag com professor Adriano da Unidade Acadêmic de Física -UFCG-CG
 
Comentário


Oi Adriano, pois é, este é um problema seríssimo e a solução não se ganha
com um bilhete premiado como o pré-sal. Devemos tentar resolvé-lo por
décadas. Infelizmente, para nós, pois isto já deveria ter sido resolvido
nos anos 80 como fez a Coréia do Sul.
Abraço,
Francisco Brito (UAF-CCT-UFCG)

Novo comentário

Até a década de 70, os alunos egressos das escolas públicas eram
considerados os mais preparados (para não dizer 'os melhores').  Ao longo dos anos, em virtude de uma política educacional equivocada e
clientelista, extremamente agravada nos últimos anos, a educação provida por estas foi piorando. A provida pelas universidades públicas também foi afetada e com perspectivas de piorar nos próximos anos (falta de investiimentos - custo per capita do aluno brasileiro é um dos menores do mundo, geração de vagas sem demandas, política de cotas, adequação do conteúdo didático ao baixo nível de conhecimento e aprendizado dos alunos,
expansão e contratações sem planejamento ou voltada a atender anseios políticos que não seja a qualidade do ensino, etc.).

Apesar do governo propalar o aumento do índice IDEB (acho que é esse o nome e tem sido avaliado com valor 5) e compará-lo com os melhores níveis educacionais básicos do mundo (dizem ser 6), a realidade é bem diferente:
nossos alunos estão entre aqueles com os de piores desempenho na América do Sul e do mundo.  Se não me engano estamos classificados em algo superior ao 80o lugar apesar de sermos a 6o economia mundial.

Lamentavelmente, esta situação tende a piorar, pois as diretrizes
políticas (fruto de uma política voltada à 'compra de votos') encaminham para avaliação de índices de atendimento da quantidade da população (e facilidade em conceder diplomas) e não da qualidade do ensino.  A reversão do processo, que ocorre do ensino básico até o universitário, se torna quase impossível dentro da filosofia adotada atualmente.

Resta, como ação a ser implantada num curto período de tempo, aplicar exames a todos os 'formandos' para conceder o direito de praticar a profissão (se tornar um profissional) em todas as áreas do conhecimento (medicina, engenharia, administração, etc.), a exemplo do que faz a OAB (com chocantes índices de aprovação inferiores a 10%). Dentro deste contexto, ter-se-ia melhor conhecimento da qualidade do trabalho praticado
nas instituições (no mínimo as obrigariam a repensar suas políticas e ações)(deveria, também, divulgar os resultados em nível nacional criando um ranking destas) e, ao mesmo tempo, protegeria a população dos riscos advindos de ações de possíveis despreparados pseudo-profissionais egressos das universidades.
Professor Wilson Curi (UAF-CCT-UFCG)


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